A Luta que é Sua e de Mais Ninguém

21686164_1971713699733066_9059152048372236325_n

créditos na imagem

Em um mundo onde transitamos sobre tantos conceitos impregnados de ignorância egóica, amar a si mesmo não é errado. Mas muitas vezes, nos dizem que sim.
Precisamos olhar para dentro a fim de nos conhecer e desbravar nossos limites. Nossa principal missão deveria ser a constante evolução, a perda do medo de transformar-se.

Um dos meus escritores favoritos é Rubem Alves, (e meu sonho é que todos possam um dia desfrutar dos belos ensinamentos que este ser iluminado deixou a nós aqui na Terra) este escritor nos fala do engessamento do espírito, a forma como perdemos a simplicidade assim que a vida adulta nos atinge. Como ficamos bobos pensando ser inteligentes! Aprendemos a redigir textos cheios de palavras esquisitas, fazemos contras cheias de letrinhas e sinais que eu mesma tenho medo de lembrar. Falamos sobre filósofos, suas ideologias, passeamos pela história naturalmente através de nossas apresentações acadêmicas. Mas, a verdade é que no silêncio de nossos quartos escuros sentimos saudade da pueril felicidade que a infância nos trazia. Sentimos saudades da simplicidade. No nosso íntimo sabemos do medo que sentimos de amar aquela pessoa que muitas vezes, deita-se conosco há muitos anos mas não pudemos amar como amamos o amor primeiro antes dele ter nos ferido. Tornamo-nos domesticados e temerosos pela dor.

Confesso que certo dia assustei-me muito. Uma criança de uns cinco anos chamou-me para brincar com ela. Naquele momento pensei: “Bom, eu gostava de brincar quando criança. Deve ser divertido ainda.”. Bom, não foi tão simples assim. Sentei-me com ela no chão e senti-me enferrujada, tinha perdido a imaginação em algum lugar dentro de mim. Procurei por alguns dias e a encontrei de mãos dadas com meu medo de ser feliz. Estava acorrentada, fria, sem vida. Meu olhar tomou-se de compaixão pela minha imaginação, a qual havia dado um destino tão triste em nome de conseguir um bom diploma, uma carreira bem sucedida, um homem bonito que me valorizasse diante dos amigos, uma casa com ar condicionado e torneira elétrica… Os sonhos de nossos pais. aquela coisa toda que vem no baú da felicidade.

Meu olhar demorou-se por meses dentro de mim, até que aos poucos fui soltando os grilhões de minha imaginação. Aos poucos fui andando de pé descalço sem medo de ficar doente, tomando banhos de chuva, fazendo desenhos na madrugada, bebendo com meus amigos em dias tão frios de inverno que não sei como não morri. Iniciei minha jornada de abertura das 12 pétalas de meu coração. A jornada do herói, dominei alguns instintos, brinquei com as crianças, fiz as pazes com aquele ex que nunca havia deixado desprender de minhas lembranças, perdoei minha mãe por não ter ido nas minhas apresentações na escola e por não entender metade das coisas que faço na minha vida. Perdoei a mim mesma pelas minhas diferenças. Aceitei minha sombra e a abracei tão forte, inundei-a com tantas lagrimas até explodir. Nesse grande big bang, encontrei esse enorme sol dentro de mim, sem medo de brilhar, descobrir a si mesmo dia após dia. Aceitei a luz e a massa escura e densa dentro de mim, sol e lua de mãos dadas caminham através de minha consciência.

Cada nova manhã é um novo respirar. Eu mudei, e mudei por mim. Aprendi a não levar sentimentos pesados na bagagem, soltar tudo que me impede de ser quem sou em essência.

Eu fiz tudo isso por mim. Essas linhas são um curto relato de tantas coisas que passei até chegar onde estou. Amanhã é outro ponto de partida, não sei onde estarei, deixo certas coisas nas Mãos do Grande Mistério.

Mas e você? O que está fazendo por si mesmo hoje?
Que tipo de gratidão estamos expressando por nossas pequenas conquistas diante do tanto que temos a agradecer?

Com Gratidão

Angel ❤

Anúncios

A Teia do Medo de Amar

Recomendação da autora: 
O que você está prestes a ler é fruto de um sonho que tive pela manhã. Visceral como um soco na boca do meu estômago, nascente de devaneios que por vezes, recuso mostrar a mim mesma. Alguns escritos tem vontade própria, se este não fosse um deles creio que dificilmente estaria aqui. Mas já que está, já que você meu caro leitor, está prestes a adentrar minha mente, minha intimidade, embarque nessa jornada com a música que acompanhou-me a cada palavra escrita nas linhas seguintes.
Desperto por um toque suave em meus ombros e a primeira coisa que vejo é um café nas mãos dele. Não consigo assimilar aquela presença em meu quarto, pois, a única coisa que transita pela minha mente é a de que estou vivendo uma irrealidade. Por instantes infinitos, nenhuma palavra sai de nenhum dos dois. Atenho-me na imagem dos granulados do pó de café solúvel e na espuma dançante na borda da xícara. Aquele parece ser o único movimento do mundo. Suas mãos depositam o café na minha escrivaninha, tranquilamente tira seus sapatos e deita-se comigo na cama. Delicadamente suas mãos aninham minha cabeça ao seu peito, tento dizer algo mas as palavras estão presas em algum lugar distante demais para que eu possa acessá-las. Ao momento em que minha pele toca a dele, tudo desaba. Minhas crenças, toda a confusão e o tempo em que estivemos afastados, minhas inseguranças, tudo se esvai. Aquele braço forte e gentil, traz meu corpo pra junto do dele. Estou em seus braços, e a primeira palavra desencadeia em meus sentidos: CASA. Estou em casa.
“Estou sonhando, estou sonhando… Não pode ser real! O que ele está fazendo aqui?”
Num ímpeto entre o medo e a coragem, toco aquele rosto de expressões fortes numa tela delicada. É real. Os olhos dele pairam sobre mim com o olhar compreensivo que nunca me abandonou. Permito-me viver a insanidade do momento, peço a Deus que me proteja e digo: “O que você está fazendo aqui?”. Palavras firmes me atingem em resposta: “Estou vivendo minha vida”. De repente todo aquele ano de desilusões desmorona sobre mim e pronuncio as palavras que à fio de navalha aniquilarão minha alegria. “Você não tem  mais interesse em mim.” Então, percebo que nuvens cinzas cruzam seus olhos e a linha dos lábios tornou-se rígida. Sem exitar me diz: “Você se fechou numa concha, fingiu que não se importava. Não havia sinal”. É curioso como estas palavras servem para ambos.
Minha mente, traidora, me traz para uma lembrança dilacerante. Da única vez em que tentei demonstrar que ainda sentia algo. As palavras que saíram da boca dele: “Não quero te iludir ou te machucar…” Quando estou há tempo demais presa nesta angústia, noto que suas pernas entrelaçaram-se às minhas. “Você está com medo”. Definitivamente não era um questionamento.
Digo que sim. “Isso é um sonho. Já tive inúmeros deles com você, seu cheiro, seu toque… Tudo real demais ao ponto de me enganarem verdadeiramente até eu sorrir, tomar seus lábios e ver você desaparecer. Então, acordarei tateando uma cama vazia. Dói tanto que não sei se posso suportar mais uma armadilha.”.
Mãos frias seguram as minhas, ele sorri: “Você está tão quentinha! Como consegue dormir com essas meias, com tanta roupa?”
Decido que não sei se é sonho. Permito-me lançar-me com meus medos nessa teia amarga entre sonho, realidade e os mundos paralelos acessados por nossos desejos mais profundos. Deslizo minha mão pelo seu abdômen sem dizer nada. Meu olhar encontra o dele e como duas janelas abertas sei que ele me vê. Porque eu o vejo. Sei o que acontece agora.
“Estou sem ninguém já faz muito tempo e eu não sei como…”
Ele toma meu rosto em suas mãos, une nossas frontes e suas palavras deslizam como uma cascata de água cristalina rumo ao meu coração: “Não precisa falar nada. Eu sei.”
Num abraço forte e guardado há tanto tempo, envolvo aquele homem com minhas mãos, meus cabelos, pernas. Envolvo-o com todo meu amor e pela primeira vez ele não desintegra sozinho. Estou em toda a parte com ele.
Quando meus olhos se abrem, a lágrima ainda quente se desenrola pelo meu rosto. Entendo que aceitei estar naquele sonho. Onde quer que ele estivesse, eu sempre aceitaria.
Baseado em sonhos reais.
Angel

Por Teus Olhos Queimo Ainda

9e98e90f24987c092cf920b1707ff5ca

fonte: we heart it

Pequenas, delicadas gotas serpentearam meu corpo nu ainda quente da dança vaporosa do seu chuveiro enquanto meus pés vagavam de volta pra cama. Sei que toalhas não são necessárias, minha pele ferve na tua. Experiente dose de combustão diária.

Atiro-me nos lençóis, feliz como uma criança numa cena de filme num daqueles colchões de folhas secas no Central Park. Solto meu cabelo, deito-me de bruços e tateio por alguma camiseta perdida na cama. Na tv, procuro alguma coisa que não precise prestar atenção. Sem que perceba, minha vida está tão tranquila quanto um inocente fim de tarde, sem remorsos durmo o sono tranquilo que só alguém que goza de profundo estado de confiança e conforto poderia desfrutar. Quando abro meus olhos minha cabeça não consegue decidir se estou tão feliz a ponto de alucinar, ou se de fato, suas mãos estão segurando minha cintura, sua língua – conhecida de meus seios – arrancando novas sinfonias e gritos mudos de minha garganta. Suas mãos deitam minha cabeça no travesseiro, meus olhos não conseguem desviar dos seus nem por um segundo. Gosto de pensar que sou duplamente penetrada, não sei ao certo quando um ato acaba.

No teatro, uma história bem contada jamais se vai de mim. Na cama, o suor escorre do seu rosto e encontra meus lábios. No ar, paira o som dizendo que somos um só instinto de atrito, fricção. Mas seus olhos, são o ato mais visceral que já conheci. Sem pudor, tiram minha roupa em qualquer lugar. Basta um olhar pra fazer amor com você. Seus olhos me dizem o que querem, o que eu sou e o que tenho medo de ser.

No espelho, sou uma mulher como outras mil. Na dança de teus dedos, sou espetáculo. No interior de teus olhos… Sou única. Nas lentes que registram a alma, meu corpo se torce e retorce, a pele ganha espasmos incontroláveis pelo querer da razão. ‘Close’, estou dizendo seu nome em alto e bom som.

Acho que você sabe que mesmo dormindo, estou esperando que suas mãos me mostrem lugares ainda desconhecidos por mim. Esperando que seus lábios esvaziem minha mente. Traz a mim uma profunda paz pensar que você entende que toda a vez que adentra seu quarto e encontra minhas roupas espalhadas pelo chão, entende que é um código através de imagens. Estou pedindo que me salve. Do mundo que não é real, de tudo que nos impede de incinerar nossos medos e traumas. Que me diga que a vida é um banho de chuva fria.

Aos despreparados, sinto muito. Mas eu e meu amor, incendiamos tudo.

tumblr_nl2cqbfgrC1qe5c4wo1_500.jpg

Angel

Acesso Restrito

apaixonar

fonte: tumblr

Te vejo de longe e você ainda tem o mesmo sorriso lindo que tinha quando te conheci naquela mesa de bar. Ainda tem todos os trejeitos que me paralisavam. Meus olhos se demoram no seu rosto mais do que deveriam e ali eu vejo uma porta fechada há 375 dias me encarando. Mesmo assim, ao tocar a maçaneta, ela ainda está quente. Porque pra mim, ainda parece ontem.

Se quisesse, poderia lembrar de você fazendo café pela manhã bem cedo. Sua voz, que fazia amor com meu ouvido, sendo inimaginável te separar da minha cama. Te separar do meu corpo, das minhas pernas e de dentro de mim. Éramos sal. Sal da tua pele, deslizando teu pescoço, morrendo no vale dos meus seios, renascendo no calor do hálito teu que alimentava meus beijos. É por isso que eu não lembro mais.

Você pode pensar que estou parada, encarando aquela porta, espiando por alguma fresta. Acreditando que um dia ela vai abrir… Antes tivesse eu, tamanha inocência para isso. Ando pela vida, plantando flores, regando sementes, arando a terra, adubando os caminhos por onde passo. A verdade é que eu não parei naquela porta, mas a trouxe comigo nas minhas costas, por todos os lugares onde andei.

A verdade é que devo ter perdido a chave da minha própria porta.

Talvez numa mesa de bar, distraída.

Ou quando um sorriso seu se abriu verdadeiramente na minha direção.

 

Ps: Do you want to go to the seaside?

 

O outro lado da Moeda

large

We Heart It

Eu senti que era o que você queria, que você era eu dessa vez. E eu era ele. E eu não me senti bem com aquilo. Esse sentimento, eu não gosto de ver o outro lado. Eu não gosto de ser a pessoa errada. Eu não gosto de ser o lado que não sente e nem se importa.

Eu me importo, não com você, quer dizer…. Eu me importo com você querendo algo enquanto para mim era só diversão. Sinto muito. Estou me tornando esses covardes que não conseguem admitir que não querem aquela pessoa, mas não podem deixa-la ir.

Estou com medo de que essa amizade não resista a esses acontecimentos. Eu não queria ser mais uma. E eu não queria que isso tivesse acontecido. Me desculpa. Seja você. E me perdoe. Não tenha rancor como sempre diz. E supere rápido como sempre faz. E ainda seja meu amigo, porque é tudo que posso oferecer.

Você pode estar sendo só legal, mas eu estou prestes a correr. E quando eu faço isso… destruo o que está na minha frente. E você é o que está mais perto agora. Não estamos na mesma sintonia, mas já estive no seu lugar e geralmente eu estou sempre no seu lugar.

O outro lado da moeda, o lado em que todos querem estar. Ser a Summer e não o Tom em 500 dias com ela. Bom eu não gosto de ser a pessoa que engana as outras, eu não gosto de ser a pessoa que vai descartar a outra assim que estiver se sentindo bem. Eu não preciso disso. E acho que nem você. Amizade não precisa ter beijos e segundas intenções para ser colorida. As minhas amizades sempre têm muita cor, rizada e ajuda em vários sentidos, sempre.

Mas por favor. Não me entenda errado, era só diversão. Era só aquela vez. Não sei por que ainda está aqui. Não quero te machucar, eu só não estou disponível para alguém que não seja eu no momento.

Não me entenda mal. As coisas estão ótimas, só não quero ser mais que apenas eu. Isso pode ser medo sim, não nego. Mas eu não gosto de ser ele. Não quero que seja eu, porque é a parte mais dura. Ver alguém no meu lugar e ser eu na pele dele. Nas mesmas atitudes, mas com a minha consciência.

O outro lado da moeda não é gratificante, não é bom, não é satisfatório. Não é.

Não quando se cresce.

Não quando se percebe que fazer o outro sentir o que você sentiu ou sente não vai levar seu sentimento embora. Não vai aliviar suas dores, não é vingança porque não é a mesma pessoa. Não é estar por cima, porque não existe uma competição fora da sua cabeça. Ser dura, ser sem sentimentos, ser você não é nada.

A única coisa que sinto deste lado, o lado que sempre quis estar. O que eu sempre quis saber e entender… não é nem de longe interessante.

O outro lado da moeda é de se dar pena. Não sentir é de se dar pena. É como um livro sem absolutamente nada do começo ao fim. É como aqueles filmes que o enredo não é novo. É como aquele filme que eu tanto detesto, A Caixa, onde é apenas mais uma história de mais um casal que cai no conto dos alienígenas. Não tem nada de mais.

É como parar de ter esperança. E logo eu, que sempre achei que isso nunca aconteceria. Logo eu. Acabou. Cheguei onde queria e não tem nada, é um vazio, um quarto branco.

É nada.

E está tudo bem.

Beatriz.

Você que é novo aqui.

large3

We Heart It

Você é diferente. É outra coisa, eu vou com calma e você sempre vem. Não estava esperando nada e de repente te conhecer era o objetivo daquele jogo. Eu não sei o que é isso, mas espero que não acabe.

Eu não sei o que estava fazendo lá, era só brincadeira, mas depois perdeu a graça. Era só pra te conhecer. Saber seu nome e passar o número do meu telefone. É divertido, não é nada, mas quem sabe?

Você apareceu na minha vida para ser a coisa leve e me mostrar que eu ainda posso sentir alguma coisa. Estou aprendendo a não esperar e você nem sabe que faço terapia. Estou aprendendo a ter calma e você nem faz ideia que você é quem me ensina.

É divertido. Você é divertido. E eu sei o quanto você é triste só de olhar os seus desenhos, eu sei o quanto está perdido, porque é como eu. Eu acho você incrível como um filme novo que está chegando ao fim, mas não quero que acabe nunca. É a tarde de domingo em que todos estão no parque e o sol anima até a mim.

Eu não espero nada de você. Só sei que tinha que te conhecer. Você me faz rir e nem sabe disso. Estou tentando me reconstruir e você está ai sem nem saber o que está fazendo. O bem danado que está sendo. Você é a esperança que eu precisava.

Eu não amo você, eu nem gosto de você ainda. Mas é bom. Você é bom.

Você anima minhas tardes, minhas manhãs, faz aquele sentimento de solidão me esquecer um pouco. Você é estranho, me irrita por demorar dois dias pra responder. Mas eu adoro estar nesse momento te conhecendo.

Você que é triste me faz feliz e eu só quero retribuir.

Está tudo bem.

Beatriz.

Só porém comigo

large2

We Heart It

Eu pedi tanto por isso que acabou acontecendo, nem tento mais. Não me vejo com alguém e está tudo bem, lá no fundo eu sempre soube. Eu sei que não sou o tipo de pessoa que casa, tem filhos e essas coisas. E está tudo bem.

Eu nem queria de verdade essas coisas. Adoro ficar sozinha, as vezes é solitário sim, mas eu não sei o que é dividir a minha cama com alguém por mais de alguns momentos. Eu gosto de dormir no meio, gosto de passar o final de semana livre. Fazer o que tiver que fazer ou não fazer absolutamente nada e deixar tudo pra segunda de manhã.

Eu gosto da minha companhia e sinceramente outras pessoas me incomodam um pouco. Quando chega a noite quero que todos sumam pra eu ficar comigo mesma. Curtir o momento, abraçar minhas almofadas, olhar nos meus olhos e estar satisfeita por ser quem sou.

large

we heart it

Talvez eu vire a tia dos gatos, mas acho muito mais triste quando você é acostumado com uma pessoa do seu lado a vida toda e de repente essa pessoa não está mais lá. E eu sou acostumada somente comigo e minhas psiques. Conversar e devanear na noite, criar o futuro e perceber que nada é como planejo e tudo bem. Eu não sofro mais com isso, não neste momento pelo menos.

Eu batalho todos os dias pra alcançar meu sonho, mesmo sendo um pouco preguiçosa. Meu futuro não depende de mais ninguém além de mim e já perdi meu tempo com amores ilusórios. Não é como se já não pensasse nisso, só é diferente agora, não importa. Se eu estou comigo é a diferença que faz.

Os passos errados que dei, podem ter atrasado meu objetivo, mas eu não vou desistir. Porque, eu posso ser preguiçosa, mas sou bem teimosa também. As companhias sempre estarão lá, mas o que adianta ainda sim se sentir sozinha. E comigo não é assim, não mais. Eu me divirto comigo, eu danço comigo, eu canto alto no carro, eu até discuto a relação comigo mesma. 

Eu sou uma das minhas melhores amigas.

large

we heart it

E está tudo bem. 

Beatriz.

 

 

Carta de uma solitária a lhe fazer companhia

 

Fonte: Youtube

-Sozinho?

-Sozinho. Sozinha?

-Sozinha.

-Vamos beber.

O abismo entre estar sozinho, sentir-se sozinho e sermos ou não incompletos como seres humanos traz a tona a velha questão da busca de uma felicidade concreta que nossos velhos amigos filósofos repensaram incessantemente e que não vai ter fim. É meu amigo, a felicidade é construída como você também é.

Feitos pra mudar, baseados em experiências, metamorfos ambulantes em um universo de mutantes.

Complexamos atos, subtraímos pessoas, somamos desilusões, desumanizamos-nos inconscientemente para justificar nossas tristezas. Martirizamos-nos com os fatos, beiramos a loucura em crise existencial grave (ou não). Enrolamos as mágoas nas cobertas junto a nós e lá ficamos. Engolimos a seco nossas verdades com o brigadeiro de cada sábado à noite na solidão da nossa própria companhia. Desaguamos tudo ao alto som de Avenged trancados no quarto. Bebemos para esquecer o que não será esquecido.

Julgo que ser feliz junto a um outro consiste fundamentalmente em entrar em equilíbrio consigo, encontrar beleza na sua totalidade, seja na alegria ou dor, e talvez encontremos respostas em nós que nunca encontraríamos em qualquer outro sujeito. Nosso compromisso mais duradouro é e sempre será com nós mesmos e tal feito resulta em refletirmos como uma luz inebriante o mundo que nos rodeia.

Resta-nos, ao menos, viver mais leve, sentir menos breve, tornar nossas incompletudes parceiras de jornada. Porque se tem uma coisa da qual não podemos fugir meu caro, é da vida, ela não passa como as pessoas que deixamos de conhecer nas esquinas da cidade, ela voa como as folhas que teimamos em ignorar naquela tarde fria no outono de 2010…

Com amor, de uma solitária a te fazer companhia.

I’m going back to 505

 

I’m going back to 505.

Já diria Alex Turner. Mas digo eu, Angélica, que estou voltando pro lugar onde estou encarcerada a você. Onde seus sorrisos eram pra mim, você abria portas e as minhas pernas como ninguém. Isso tudo é uma droga, essa coisa de você não estar mais aqui. Cheguei a pensar que se alguém fizesse direito com meu corpo, meu coração parasse de voltar pras noites onde eu sabia que deveria prestar atenção e desfrutar cada segundo, porque sempre que algo soava bom daquele jeito… Acabava rápido demais.

A última badalada. Se foi. Você com ela.

Quantas delas?

 

Abstinência

113c449af75a9f1359b14c84cf6f81b4

Fonte: Tumblr

É uma droga te ver

e não querer teu beijo junto a um abraço quente

É uma droga te ver

em braços junto a outros corpos que não o meu

É uma droga ver

que o tempo passa e não aproxima tua boca da minha

É uma droga sentir a tua falta

sem poder te ter de volta

É uma droga descobrir todo dia

que nunca te tive pra mim

É uma droga pensar num futuro

que não seja aquele com nossos filhos

e tuas palavras a me acordar numa quinta-feira de manhã

É uma droga esse efeito seu sobre mim

esta droga da qual me tornei viciada

e pela qual estou sob abstinência.